Não
há chuva, não há neve, mas estou tremendo
arrepiado
O que vejo nesta passagem da vida me faz tristeza
O abuso de mulheres e crianças me esta a deixar abismado
Os maus-tratos continuam a malvadez da gente é vileza.
Não
é neve, ano é chuva que cai, que arrepia o meu
coração
É ver tanta criança sem escola sem nada para vestir
Ver panelas vazias no chão, não ter mesa e não
ter pão
O Inverno em mim, ver o pouco que essa gente tem, destruir.
Inverno
em meu coração sente as dores e arrepios dessa
gente
Vai chegar o natal senhor, se tens poder tem clemência
Tantos se afogam a si e seu sofrer, com drogas e aguardente
Dá-lhes visão amor ao trabalho, dai-lhe Senhor,
inteligência.
Deus, diz
a verdade, deste o governo aos corruptos e à ciência
Neste natal que haja melhor viver para toda a raça de
gente
Senhor, neste natal semeai amor entre as raças e vossa
clemência
Se tens poder, da meia volta ao pensar dos governos de repente.
Deixa brilhar
nas raças o sol morno e alegria da primavera
Diz aos homens que dominam a religião para deixar de
mentir
Neste milénio, neste natal, principia no universo nova
era
Para que a mãe natureza possa toda a humanidade provir.