Tantos horrores, gritos calados pela morte
A fome, qual ursa abrindo suas goelas
As guerras usam bombas teleguiadas, sem norte
Loucuras dos homens maldizem, os das caravelas.

Loucos deuses sempre uivando a nossa porta
Mães cobrem a cara e enviam filhos a morrer
Dizem são mártires, tem virgens, que lhes importa
Homens, mais homens, para outros filhos fazer.

Repugnantes deuses, tristeza, ver essa gente insana
Depois os vendavais batem os mares e a terra
Torrentes saltando muros, despedaçando; a terra abana
Terramotos abrem montanhas, os mares galgam a terra.

Tantas lágrimas choradas ou ingeridas ao soluçar
Mansos, costa dilaceradas pelas garras das chicotadas
Explodem estradas, não querem progresso abraçar
Jovens pacíficos inocentes morrem, esses loucos a guerrear.

O mundo precisa paralisar, sem energia para se mover
Para ter pão e vestir, trabalhar; nunca usar a escravatura
Pegar e usar a enxada, ter celeiros; os pés para se mover
Principiar do princípio, conhecer, saber o que é amargura.

Mundo parado; os parasitas morrem de raiva convulsiva
Desaparecer o combustível deste aquecimento global
Entrarmos na concepção de uma nova era; nova vida
Deus criar apenas uma pátria de amor, ser tudo igual.


Por: Armando C. Sousa