No presente, estação
amarelecida e avermelhada
Passa pelos olhos quase sem vida
Mas as cores são das primaveras apagadas
Como ficamos nós quase de vida perdida.
Vejo a lua chegar iluminando a
saudade
Um amor pela vida ainda viva e fervente
Cores de Outono... a primavera me invade
Olho a criança saltitando rindo de contente.
Vento chega, sacudindo as folhas
já sem vida
Estas voam, como na primavera as andorinhas
Esta que foi verde lindo cai agora ressequida
Se vão todas as esperanças, que eram minhas.
Falando com indignação
fica a dor investida
Naquele amor de tantos anos que comigo brincou
Vínculos, encorrilhada pele, como folha ressequida
Já não escuta as promessas de quem tanto a amou.
Estação amarelecida
da vida para mim é tristeza
Não são os anos, mas a falta de vontade de viver
Tanto lutei, para ter sempre teto e pão na mesa
Sempre venci, esta batalha, vejo que vou perder.
Resta-me
a consolação de amorosa lealdade
Vai o tronco, ficam os rebentos a vida a desfrutar
Eu não resistirei ao luar, luz desta saudade
Partirei também quando minha estação chegar.
Por: Armando
C. Sousa