Amor,
estou perdendo a linha do equilíbrio do nosso
viver.
Adorando-te; não é dote meu, mas é
o sagrado amor, que vive em mim desde aquele dia que
te jurei fidelidade, te entreguei meu corpo e meu pensar.
Mesmo te adorando só a ti, meu escrever tem tantas
amigas aquém lhes devo um sorriso e um grato
beijo, embora te ame loucamente, ninguém sabe
de onde vem o pensar e o desejo... porquê nosso
sonhar vai pegar em belezas desconhecidas, mas se tu
tiveres o condão de entrares nesses sonhar, vais
ficar ciumenta.
E por vezes, teres de fazer andar em corda bamba nossas
vidas.
Amor, nossos corpos juntinhos nos faz estremecer, nossas
mãos nos dão a porta de entrada do sublime
prazer.
Nesses momentos entramos resolutos no fogo do amor,
onde não nos importa de encontrar o momento eternal,
desta vida terrestre.
Se nos esquecermos destes momentos, pode entrar outros
em nós, loucuras também.
Que podemos chamar de fantasia, mas que culpa temos
nós, de dormir acordados e fantasiar um outro
bem; um outro belo corpo cheio de curvas que não
existe.
Esta e a tal corda bamba que pode desequilibrar o peso
da fantasia, e deixar cair o amor num abismo, que nem
a verdade o pode arrancar do mar de lodo movediço
onde caiu.
Amor, diz-me... Sonhar será crime ou pecado?...
E o fantasiar acordado?...
Perdoa-me, amor, eu sonhei, fantasiei e vivi.
Adoro-te, querida, acorda-me, diz-me que é um
grande pesadelo que estou a viver.
Deixa-me sair desta corda bamba onde caminhamos.
Possamos descer e caminhar firmemente no carreiro que
nos levara a eternidade.
Não quero mais fantasiar, quero olhar essas tuas
rugas linda sulcadas pelo sorriso de bondade e amor,
sejas sempre minha deusa, minha bela flor.