Hoje cai neve, a primeira do ano em Toronto
Fui ver as vitrinas e armazéns para desentorpecer
As maravilhas que havia de prendas nem vos conto
Música maravilhosa, milhões de luzes a arder
Uma velhinha sentada onde os gazes do esgoto saia
Enrodilhada em mil farrapos sujos de pobreza
Um copo de Papel, aos que passavam estendia
Ao lado um homem enroscado de garrafa na mão
50 anos que não rezo, hoje rezei uma ave-maria
Olhava os dois me faziam doer o coração
Mulher tremia, ninguém olhava, ele de garrafa vazia
Não adianta rezar, a ela dei-lhe uns trocados
Ele cheirava, atirei-lhe com uma pizza que trazia
Pensei que não haveria natal, para estes desgraçados
Lembrei-me da mentirá de criança que acreditava
Que o menino Jesus viria por presente em meu saquinhos
Minha mãe me contou a verdade a chorar
E mentira o que afirmam... sem dinheiro só posso dar carinhos
Se alguma coisa se recebe, tem dinheiro para comprar
Porque a dois mil anos que se conta esta mentira?
E o vencer a mente pobre para vender
Deus deixa usar a humanidade esta hipocrisia
A cada ano, música dizem que o menino vai nascer
Eu contando verdades escrevo minha poesia
Em meu coração desejo a todos uma cisão sem
igual
Que a felicidade de dar, traga a humanidade Feliz Natal.
Por: Armando
C. Sousa
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