Amigo, nunca nos vimos, mas nos respeitamos
Em letras mandamos sorrisos e desejos
A palavra virtual esta lá, esta a que inventamos
Nossos lábios, tão longe dão beijos
Se podemos nos olhar na telinha, e um olhar limpo
O quarto pode ser modesto, só nos importa o computador
No olhar meigo o coração a pulsar, pressinto
E nesse olhar que sentimos ódio ou amor
Nossas mãos não se podeis tocar
Na virtualidade escrevemos nosso pensamento
Mas somos livres de tudo sonhar
De tornar em alegria a dor e o tormento
Depois, nossa amizade pode ser universal
Não temos pejo da raça da pobreza ou da cor
Sentimo-nos felizes com este conviver virtual
Tantas vezes se torna em louco e verdadeiro amor
A verdade do sentir partilhamos sem medo
Quantas vezes, nosso falar não tem pudor sexual
Na virtualidade desabafamos sem segredo
Sentimo-nos aliviados desse peso igual
Partilhamos a verdade do pensar
Damos os bons dias e boas noites, vamos dormir
Na virtualidade desejamos que viva no sonhar
Pela manha ao acordar outro sorrir
Na virtualidade conheço anjos
Que me impulsionam me fazem viver de alegria
São de carne e osso arcanjos
Que levam nas ondas o que escrevo em poesia.


Por: Armando C. Sousa