Aterrei na velha Lisboa, olhei os altos das colinas
Lindos sorrisos, coisa boa, o castelo lá no ar
Vi Alfama e Madragoa, lindas mulheres e meninas
Santo António e suas marchas, eu vi Lisboa a cantar
Deixei Lisboa e lá fui, Algarve foi meu destino
Tinha o encontro no mar, para falar com Tifa
Assim cumpria meu fado, que trago desde menino
A sorte que ninguém foge, o destino que deus dá
Atravessei lizias e campos, subi e desci montanhas
Vi terras como desertos, sobreiros e olivais
Estradas largas cortando entranhas
Disse-lhe adeus para nunca mais
No coração do Algarve, barro e terra amarela
Penedos e areias, um cheirinho à maresia
Sardinha na brasa, caldeirada saltava já na panela
De todo o peixe que saía
Temperatura moderada, era de primavera
Não se estava bem na esplanada
As praias estavam desertas, ainda do verão a espera
Bares vazios, restaurantes não digo nada
Muitos apartamentos fechados
Desejosos de receber os turistas
Saí dela já era verão, sem os turistas chegados
Em Pêra gente boa, não era chupista
Vim do Algarve vim do mar
Sendo minha Pátria eu não quero lá voltar
Por: Armando
C. Sousa