Em
mim crescem as saudades
da broa de milho e sardinha
do cantar e voo de tuas aves
nas praias, ver saltar a tainha.
das
praias de onde partiram
os maiores descobridores
gentes e terras surgiram
outras línguas, outras cores.
anda
a saudade comigo
de voltar a meu torrão
visitar, abraçar um amigo
saudades de meu coração.
ainda
lá tenho meu sangue
embora ja desnaturado
em mim saudade expande
parti porque foi meu fado.
tenho
saudades em mim
das procissões e anjinhos
dos bons doce de Landim
e do verde uns copinhos.
saudades
de meus amigos
foram para terra do mistério
ver seu corpo nao consigo
apenas seu pó no cemitério.
tenho
saudades do fado
que saia da voz da diva
quero ir mesmo cansado
sigo o fado minha vida.
tenho
saudades em mim
nao sei se as vou perder
a vida chegara a um fim
sem voltar nao quero morrer.

Por:
Armando C. Sousa