Sim, é verdade, por vezes estou a rir sozinho
Se dou comigo a rir, pergunto-me porquê
São pensamentos da vida do meu caminho
Pode ser de gente que passa, talvez de você.

De minha sombra não è se estiver a chover
Pode ser de tantas coisas do meu pensar
Por vezes do andar, dos trejeitos, pode ser
Do torcer da anca que das no teu caminhar

Pode ser das contas que afloram na cabeça
Penso nisto e naquilo trejeito do teu andar
Coisas bem fúteis, por mal que te pareça
Posso rir do meu dormir, do meu sonhar.

Vejo dedos dos pés, teus sapatos a pique
Na lua teus calcanhares, tu toda tezinha
Não ha mente que não ria, espantada fique
Trejeito que da a mulher quando caminha.

Se meu pensamento se diverte, e quer rir
Não me importa que tu olhes e me vejas
Seria maravilhoso sentires o meu sentir
Ser tudo de mim os desejos que desejas.

Se eu rio sozinho, melhor rir que chorar
Pensando, passo o caminho desta vida
Se não me vires gesticular e a gargalhar
De certeza não estou de mente perdida.

Oh amor, agora sei porquê sozinho a rir
Mãos nos teus quadris sentir-te, sem calcinhas
Olhar teu peito sem meus olhos te despir
Também torneados, os bicos das maminhas.


Por: Armando C. Sousa