De minha sombra não
è se estiver a chover
Pode ser de tantas coisas do meu pensar
Por vezes do andar, dos trejeitos, pode ser
Do torcer da anca que das no teu caminhar
Pode ser das contas que
afloram na cabeça
Penso nisto e naquilo trejeito do teu andar
Coisas bem fúteis, por mal que te pareça
Posso rir do meu dormir, do meu sonhar.
Vejo dedos dos pés,
teus sapatos a pique
Na lua teus calcanhares, tu toda tezinha
Não ha mente que não ria, espantada fique
Trejeito que da a mulher quando caminha.
Se meu pensamento se
diverte, e quer rir
Não me importa que tu olhes e me vejas
Seria maravilhoso sentires o meu sentir
Ser tudo de mim os desejos que desejas.
Se eu rio sozinho, melhor
rir que chorar
Pensando, passo o caminho desta vida
Se não me vires gesticular e a gargalhar
De certeza não estou de mente perdida.