Vêem-se fumos cobrindo o sol, aquecendo a terra
No fundo do mar, peixes crescem com arsénio
O inverno quente já parece a primavera
Não respeitam o acordo de Kioto, esse convénio
Tempo de criança, guerras a pedra quem me dera
Ter uma bola de farrapos ou pião como prémio.

Vêem-se bancos de gelo, a água a os absolver
Os eixos do planetas já andam aos solavancos
A água avança, tantos gritos terra a desaparecer
Montanhas a tremer, ouvem-se gritos de espanto
Vulcões rebentão, incendeia o ar, e terra a arder
Esquecem da beleza da natureza nosso encanto.

Egoísmo anda aos tiros, deuses disparam canhões
Cara tapada, rodilha na cabeça colete de dinamite
Homens bombas desalmados, aniquilam multidões
Por onde andam nossos deuses que a paz os incite
Petróleo, terra, mulheres e poder, são suas paixões
A humanidade morre debaixo do urânio e dinamite.

Ha Ben Laden que incendiaste as mentes guerreiras
Puseste a humanidade em desalinho e em guerra
Todos se agarram aos canhões costumes e bandeiras
Para defender petróleo suas mulheres e sua terra
Os homens falam a traição não respeita cimeiras
Eu a pedir paz e amor que meu coração encerra.


Por: Armando C. Sousa