Meus sorrisos beberam o ar quente, do lugar do encanto, esse ar me adocicava a mente e meus lábios desejosos do prazer da vida; isto, quando o sol beijava meu corpo, com uma termosfera assim radiante de viver da macieza delicada como o ar que me passava sobre os pelos do peito, sereno como as penas dos flamingos que voavam a pouca distância.

Mais tarde recebia o ar morno quase sem direcção, encontrou-me sentado na varanda com minha esposa.

Oh... como sentia a serenidade do entardecer e a chegada do crepúsculo.

Entretanto íamos para o jantar ao som das palmas festivas.

Deixei o inverno canadiano para entra numa temperatura que c6loria a manhã.

Nossa pele esbranquiçada, faltando-lhe os raios ultravioleta, que alimenta a alegria de viver.

Naquele sitio era como estivesse perdido no tempo, mas existia alegria naquele pedaço de chão de areias quentes.

Os sorrisos das gentes humildes e serviçais eram tão doces, bastava uma nica de gratificação; mais pareciam primaveras da vida que lhes chegava, sentia-me feliz vendo-os partir alegres.

Eu tinha de voltar á realidade de quem sou, e onde vivo.

Ali, tantas flores se abriam nas gotas da manhã, outras partiam para da minúscula semente muitas mais poderem florir, dar seu perfume a mãe natureza que criava as flores para encantamento.

Assim ficavam umas a ver o céu povoado de diamantes cintilando, outras dependuradas esperando a seiva da manhã e os primeiros reflexos da luz solar, para voltarem a exibir seu esplendor.

Verdade, eu não sentia o peso da idade a moldar os dias tristonhos e nostálgicos, a minha mente ficava paralisada no tempo alegre, e sentia-me imortal.

Os dias quedavam-se em montanhas de alegria, muitas marés sentidas e reflectida no sussurro das ondas, que deveriam trazer o som do cantar das sereias.

Oh, se eu pode-se colher com o olhar as infindas belezas que me rodeavam!...

Amaria sentir ali o desenrolar do meu destino perto das ondas energéticas que o meu ser sentia... deixar o mar chegar de mansinho a meus pés, sempre como um sopro cantando a música da vida.

Amaria deixar o vento alargar no universo meus risos de criança, apesar da minha idade.


Por: Armando C. Sousa