Deitei-me dormi sonhei madrugada entrou
O céu banhado em escuridão sinistro e negro
A lua escondeu-se de mim se apagou
As imagens do senho bailavam, faziam medo
Num estante um trovão rompeu
Uma luz brilhante aos zig, zagues vi da janela
Minha esposa deitada doente estremeceu
Meu coração entristeceu tanto com pena dela
Não havia constelações para o céu embelezar
Pontos luminosos que entrem fundo no coração
Verdade, tinha juntinho a mim, sem a poder abraçar
Coisa que mais aumentava minha paixão
Senti-me sozinho para vencer as batalhas da vida
Minha companheira quase sem se poder mover
Tinha de a ajudar, não a sentia perdida
Mas sonhei com a meta do eterno adormecer
Amigos poetas, como e bom saber amar
Como e bom compartilhar um coração com carinho
O amor poder virar
Ficar de pernas cruzadas num beijinho
Não se pode; impera a dignidade e a dor
Apenas a mão mansinha fazendo carinho
Aquela que tantas vezes comigo fez amor
Este universo maravilhoso que amo e passageiro
Passageiro aos olhos que o viemos ver
Esta maravilha continua imponente sinistro e verdadeiro
E a nos dele um dia desaparecer
Tantas vezes pergunto ao destino e natureza
Quando virei uma aurora boreal na ultima madrugada
Os olhos fecharem para esta beleza
Meu corpo se separa para sempre de minha amada.


Por: Armando C. Sousa