Pêra, local pacato, situa-se entre Faro e Portimão
Sua gente, serviçal e muito gentil
A todos dão um bom dia e estendem a mão
Rua principal e estreitinha como funil
Por entre quelhas fui ver a igreja de telhado novinho
Havia um sorriso e ramadas de flores
No beiral da igreja tinham as andorinhas seu ninho
Em vôo raso e picante, lindas como amores
Barrocal, lugar aprazível para descansar e escrever
Vista, virada ao bravio e ao mar
Sem uma saída capaz para a estrada principal
Construções novas, sem geometria ou pensar
Veio-me a lembrança meu antigo Portugal
Gente de boa vontade para construir o lugar
Empreiteiros e governos precisão dar as mãos
E pensar verdadeiramente nas regalias a dar
Tratar os turistas como família ou irmãos
Dar-lhe um lugar nas praias para o carro estacionar
Uma noite de café para os turistas se conhecer
A praia grande precisa de infra-estruturas
Grande parte dos turistas esta no seu entardecer
Difícil sem estacionamento e aquela distancia percorrer
O jardim e bonito mas conveniência vale mais
Assim será difícil voltar o Algarve a ver
Trouxe no pensar essa gente, no coração andorinhas
Apenas trouxe saudades de todo o mar que vos tinhas.
Por: Armando
C. Sousa