Esta e uma verdade que encontro no meu aprender
Não ocorre nos poetas humildes, de morno coração
Mas sempre nos, que mais querem ser
Seus poemas pouco valem, de lixo um montão
Conhecem toda a gente que escreve através do mundo
Mas a inveja não os deixa conhecer o vizinho
Seu amor virtual não o quero, é imundo
Vivo bem com desconhecidos, mas com carinho
Fico desencantado com quem apenas quer ser lido
Sem tempo para abrir poemas de poetas verdadeiros
Meus amigos, para muitos escreveram, tempo perdido
Sempre de entre os poetas os mais porreiros
Sinto-me desencantado com esse procedimento
Não abrir os poemas e sites que recebem
Demonstram um proceder ciumento
Ao apenas enviarem o que escrevem
Se em teu rabiscar é assim que procedes
Por favor, me risca já de teu livro de envio
Estas a fazer-te grande e teus vizinhos não medes
Meu porto é seguro, não quero embarcar no teu navio
Meus amigos são todos que enviam alguma coisa para ler
Ou mesmos umas piadinhas para rirmos
E com todos vos que ando a aprender
Escrevo não para grandeza, para divertirmos
Sinto-me desencantado com alguém
Com o conhecimento e grandeza que quer ter
Não preciso de conviver com essa grandeza também
Mas continuarei para os amigos virtuais a escrever.



Por: Armando C. Sousa