Caminho alegre na companhia duma senhora
No carreiro que à cidade nos levava
Reparava nas sua forma alegre e deleitosa
Sentindo que meu coração de amor arfava
Não articulava palavras, calado nesse dia
Sentia o sol entrar, ver aquelas formas ter voz
Como se fosse um dia de praia pouco ou nada a cobria
Caminhava lado a dado, gostaria de a ter a sós
Ao passar o portelo da desventura, recebi dela a mão
Fiquei ainda mais desajeitado
O bater e arfar de meu peito era de amor e paixão
Apenas caminhava comigo, e eu sentia-me enamorado
O carreiro onde seguíamos era da virtualidade
Essa senhora, podes ser tu que me estas a ler
Que me encorajastes deste prazer e vaidade
Sentistes meus poemas entrar com loucura e prazer
E desses teus recadinhos agora tenho saudade
Sim, és tu senhora, que existes em meu pensar
E o carreiro e nossa vida virtual
Mas vós sois o motivo de meu amar
Este e um amor puro também, parecido quase igual
Não tem idade a senhora que segue comigo no carreiro
E amor que sinto por ela ao escrever
Amor virtual, mas sinto-o como o primeiro
Entrelaçando palavras contigo dás-me prazer.



Por: Armando C. Sousa