Na
cama por vezes habitada pelo sonho
Nascem manhas de amor que precisam
encontrar vida
Do nada, sai um estrondo medonho
Cheiro e cores de prazer, em pele
nua vestida
A serenidade do gozo sedutor, a
mente amacia
Existe a esperança que a
verdade e sensatez esteja acordada
Que seja a alegria que na cama de
sonho jazia
E que seja de amor o que a amada
na cama vida pedia
A loucura habitada pelo sonho, seja
sempre de amor
Que seja a pureza do sublime que
em si ardia
Seja a leveza da borboleta a pousar
numa flor
Oh Deus, nos sonhos dessas manhas,
em labareda ardia
Hoje acordado vejo que o sonho morreu
Olhos as estrelas frias que minha
janela alumia
Peço ao prazer do sonho que
espere por mim um dia no céu
Eu deixe ficar o sonho e cama vazia.
Por: Armando C. Sousa
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