Verdade... dei um grande murro na mesa do café
Todos ficaram a olhar... eu apenas vermelho apontei para o jornal
Mais um deforcado, desflorou crianças, atraiçoou a fé
Era de ser casado com a igreja, de a amar... que é isto afinal?
Se fosse minha filha justiça faria
Não sei dizer como... mas talvez o caparia
Outra noticia de Portugal que lá vinha
Um pescador de vila do Conde a desflorar a sobrinha
Foi isso que me fez dar o murro na mesa
Pois gente assim retira do viver toda a beleza
Vi que o bispo autorizou pagar as vitimas que o padre fez
Mas porque encobrir anos sua malvadez
Se não for capado ou para a prisão vai o fazer outra vez
Esse pescador de Portugal deram-lhe na prisão uma grande tareia
Deixando-lho o rabo em condições bem feia
Mas eu estou mais inclinado a lei da capadura
Tenho certeza que o respeito pela mulher e criança mudava de figura
Mas também acredito que o padre deveria ser casado ou capado
Não andava tanta gente de fé, enganado
E eu não ficava mais corado tenho a certeza
Não precisava de dar mais murros na mesa.


Por: Armando C. Sousa
Canadá - 22/08/06