Uma
da cor da esperança, e de meu sangue
Esta, quando nasci a trazia em meu coração
Suja pela ditadura, a humanidade abrange
Foi sempre minha amada Mãe do meu torrão.
Outra, cor do sangue e brancura da pureza
Todas as cores, muitas línguas, a todos da pão
No peito flutuam a Canadiana e a Portuguesa
Uma pátria adorada, outra a Mãe do meu torrão.
Uma tem cinco quinas, de todo o mar viu a terra
Cor verde vermelha preta azul branca e amarela
Esfera armilar manuelina, coragem nela encerra
Inclinavam-se, vendo o símbolo em cada caravela.
Pátria que me da pão foi minha mãe
adoptiva
Pátria, meu torrão com ditadura me foi madrasta
Canada, Pão respeito trabalho e escola da vida
O ódio à ditadura se diluiu, de rancor já
basta.
Amo meu torrão onde vi a luz que nos ilumina
Amo seus viras suas chulas festas e romarias
Torrão natal, nasceu, meu destino minha Sina
Na Pátria do trabalho e do pão, nascem poesias.

Por:
Armando C. Sousa
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