Punhado de amigos e amigas com quem brincava
Tão distantes, tantos anos, ainda os trago no coração
Eles eram a minha alegria que o destino me roubara
São as nuvens negras que trago, saudades e a paixão.

Na minha mente figuras de amigos... morte os levou
Eu longe, sem um adeus, ou lançar um ultimo olhar
São torrentes de magoas que a ausência me plantou
Não receberei deles não mais um sorrir, um abraçar.

Alguns ainda vivem, mas perdidos no tempo atrasado
Esquecendo-se que nossa vida deve ser feita de amor
Com medo do morrer, vivendo a hipocrisia do pecado
Ficaram enterrados nas lendas do calvário do senhor.

Custa muito ver amigo enterrado no medo e no vinho
Sem ver a beleza que o onipotente criou no universo
Poder levar a outras gentes, a outras cores seu carinho
Poder tornar o que os olhos vêem a poesia em verso.

Estar longe, sentir saudade e a perda do amado irmão
No lugar onde está quero lhe falar da nossa infância
Quero lhe dizer, tive de partir para meus filhos ter pão
Culpado foi o destino, o ter de sobreviver, à distancia.

Ao Chico, ao Sacramento, ao Jose Sampaio, ao Virgílio
Ao M. Moreira, M. Azevedo, ao David R. e tantos mais
Vos confesso, que vos considerava amigos, era um sigilo
E não pode estar presente no último adeus a vossos pais.

Cedo vou voltar amigos da brincadeira, e minha geração
Queria ainda com vós brincar, vos contar umas histórias
Podermos apertar a nosso peito nossa amizade com paixão
Revivermos a escola, bogalhinha e pião, nossas memórias.



Por: Armando C. Sousa