Meu pecado, e amar o verde de mil cores da natureza
É amar as cearas a ondular madurinhas
E ver o sol, o céu azul sarapintado, com doce leveza
E ver o vôo de mil cabriolas das andorinhas
Meu pecado, é amar as estrelas sem fumo as esconder
Amo as florestas verdejantes sem ver queimadas
Amo ver a água límpida, sem e'colis ou arsénio escondido
Estas coisas, motivo do pecado, de meus palavrões desvairados
A ambição mata a natureza, nosso globo esta perdido
Estas coisas são causas do meu pecado
Vejo este mundo semeado a balas de canhão
Crianças flor da vida, desfloradas, e chorando sem pão
Vejo tantas mentiras, implorando de mãos erguidas aos deuses
São tantos, e tem os ouvidos ensurdecidos a esta dor
A todos que lhes não enche os sacos são chamados de ateus
Estes continuam semeando balas dizendo ser de amor
Meu pecado e ver impotente todos estes deuses mentindo
Esperando ver nesta nossa passagem, um céu florido e perfume
Com o saco cheio estão da doença das AIDS e do pobre rindo
Nossa existência cada vez envolvida em mais negrume
Barafusto peco, pelo altíssimo deixar estes ladrões de seu nome abusar
Uns dando todos os vinténs que tem, os hipócritas a aferrolhar
Meu pecado e conhecer o sentido desses ladrões
Uns fazem o próximo em bombas se rebentar
Outros em acçao teatral dizem fazer milagres em nome de deus
Outros o coração da natureza a queimar
Os que gritam como eu por um verdadeiro deus são chamados de ateus
Mas eu amo e adoro a mãe natureza
Mãe Natureza é o meu deus, tudo me dá, a semeando
É neste vale de lágrimas a maior beleza
Para a defender peco vociferando.


Por: Armando C. Sousa

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