Sou um pequenino nada neste universo virtual
Convosco vivo com alegria
Minha terra mãe um canto de Portugal
Canada onde escrevo minha poesia
Meu Deus e de todos, é universal
Chamo-lhe mãe natureza
Beleza que meus olhos vêem, sem igual
Existe nela um elemento que me faz respirar
Sem ele não viveria... não poderia ver o sol ou luar
Outro elemento, me traz os lábios molhados
E deusa de meu viver e dos campos orvalhados
Se me faltares água, saberei que vou morrer
De ti mãe, sai toda a alimentação
Assim tu és minha deusa que trago no coração
Sei que o mundo te maltrata
Envenenando-te o ar, queimando teus pulmões
Choras ao ver teus pólos em convulsões
Teu sangue da vida a derreter
O clima global a aquecer
Muita terra vai voltar ao mar com inundações
Tu só pedes respeito, sem candeias ou orações
No grande universo que Deus criou
És um grão de nada, como em ti eu sou
Em ti vivo Mãe, te tenho amor
Como o mundo te trata me causa dor
Sei que o único Deus estar no nosso pensar
Mas a humanidade não vê irrealidade
Só pensa em se guerrear.


Por: Armando C. Sousa