Peço para me descrever e ensinar o caminho
Tanta mentira, mas ninguém conhece a geografia celestial
Mais ninguém, apenas humanos nos podem dar carinho
E tantos enchem o saco, falando sem saber, do espaço
sideral
Sim, a ciência tem encontrado alguns pontos, já
foram à lua
Mandaram sondas para o espaço auscultar
Mas a geografia está ainda em embrião... nua
Sem nunca ruas de espíritos encontrar no espaço
estelar
Tantos fizeram predições com venzelhices e fumo
de acalmar
Mas as montanhas e rios do espaço estão por encontrar
Eu amava escrever uma poesia com toda a geografia
De verdade aprender esta, seria minha alegria
Antes de deixar a estrada geográfica rude do viver
Empurrando a realidade sem acertar no minuto ou na hora
E entrar em decomposição e desaparecer
As fronteiras do espaço ninguém as conhece agora
Será que serão divididas entre o amanhecer e o
escurecer?
Para que lado ficarão os protões dourados...
Ou os ferros carbonizados dos diabos
Não. não existe geografia celestial
Portanto existe quem a descreva, mentiras afinal
Mas existem humanos aldrabões que nos trazem enganados
No meio dos espíritos fraquíssimos são
honrados
Partindo em linha recta ninguém sabe onde vai ter no
espaço sideral
Mas dizem que existe esse portal
Que traz a humanidade a tremer afinal
Pegando nossos tostões, nos seus sacos furados
Andam de branco engravatados puxando com a mão dizendo
milagre
A ciência geográfica deveria ter apenas a medida
do amor
Quebrar o silêncio!... Mil beijinhos
Ninguém ouvir os gritos da dor
Nossos amigos serem anjinhos
E nunca ouvirmos os canhões ou berros de guerra
A geografia do espaço deixa-la... fosse apenas o que
se vê da terra.
Por: Armando
C. Sousa
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