Tenho uma luta com o pensamento
do passado
E por vezes acordo a estremecer na madrugada
Venci a fome, imposta pelo regime degredado
Venci a ignorância, ali era a mentira que ensinava.
Vivia uma vida amarrotada,
medo ignorância ímpar
Minha Mãe e meus irmãos só tinham pobreza
As lágrimas que choravam, ensopadas sem pão
Mais amarrotado ficava com o sofrer do coração.
Mas há sempre uma
luz; um luar, um sol que nasce
Seus raios e brilho, dá esperança, aquece,
e faz viver
A boca abre-se num sorriso, pensando; me abrace
Esse sol esse luar é para todos, também o
posso ter.
Corri, corri atrás
do sol, procurando os meios sem sofrer
Deixei ficar meus barquinhos de papel sós a navegar
Quebrei o retrato da negrura que o governo me fez viver
Encontrei a lua e o sol procurado, mas só depois
de imigrar.
Pensamento que em criança
navegava com barcos de papel
Hoje navega no mundo universal da Internet e do saber
Procurando educar ensinando o que posso a meus netinhos
Para que meus filhos trabalhem, e do seu trabalho viver.