Poeta
quantas vezes mente
A lagrimas que está a verter
Em rima diz estar contente
Ferindo-se na dor do prazer.
As
minhas mãos feiticeiras
Descrevem o pensamento
Com as respostas certeiras
O que pensa no momento.
A razão
do meu pensar
É uma roda que gira
Mesmo a dormir e sonhar
Sente o prazer da mentira.
É
verdade o meu falar
Estas verdades dum sonho
A dormir posso amar
De ninguém me envergonho.
Poeta
ama com a pena
Faz corações suspirar
O pensamento ordena
De dar beijos sem beijar.
Minhas
quadras são loucas
São frutos de meu pensar
Mind sã, há muito poucas
Dormem de amor a sonhar.
Poeta,
o maior mentiroso
Dilacera incautos corações
Finge-se louco amoroso
Não sabe o que são paixões.

Por:
Armando C. Sousa