Querida, tanto tempo que já passa
Sem eu escrever coizinhas lindas de amor
Sem te dar uma chalaça
Tudo que eu fazia, à noitinha ao sol por
Quatro beijos e abraços, um sorriso de alegria
No sofá mais dois amasses, tu pegavas na caneta
Contigo escrevia de amor poesia
Uma cerveja no pátio, ao luar um pouco de treta
Delicadeza lusitana, sangue corria nas veias
Seja no sofá ou na cama
São todas lindas as mais feias
Toda a mulher que seu amor por o homem derrama
Minha bola de cristal, alumia o pensamento
Como estrelinhas de luz que vejo no firmamento
O amor que eu vivi
Sem nunca repetir igual
Nas camas do mundo em que dormi
Saudades da caminha de Portugal
Bebedeira de amor e grande
Mais nos assemelhamos a um animal
Mais aquela coisa se expande...
Mulheres será por ser velhote, de todas apaixonado
No fundo do coração tenho o desejo calado.


Por: Armando C. Sousa
Canadá - 05/03/06