Minha mente vê-me
ainda uma criança
Brinca joga bogalhinha a bola e o pião
Tenho ainda alegria e na alma esperança
Quero voltar ao tempo de braça na mão.
Tenho
ainda o gênio e riso da vida folgazã
Mesmo se as pernas não querem correr
Espero sempre o sol ou a luz da manhã
Com um sorriso dou-te beijos de prazer.
Que
me importa os anos que nos pesam
Se em nós resta a chama vinda do viver
Ouço lamentos e os que por nós rezam
Será pressa dos nossos farrapos receber.
Por
fora bem sei que vou morrendo
Cá dentro sinto a mente nova de criança
Dia que sinta o sol, sei estou vivendo
Meu sorriso se renova, mais esperança.
Voltar
em pessoa a lugares do nosso amor
Minha mente descansada com a realidade
Ouvir-te ainda gemer e grunhir sem dor
Sentir-me fugaz são de minha mentalidade.
Por: Armando
C. Sousa
13/06/2006
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