Vivemos enquanto sentimos o cheiro da erva, e das flores
Felizes se sentimos a chuva a bater e a escorrer
Alegres se obteremos o cheiro da mulher e seus amores
E com ela passamos horas loucas de prazer
E vida quando sentimos o carinho e amizade de alguém
Esse alguém real ou virtual nos der amor
Mas ninguém supera a macieza do sentimento de mãe
Esta vive para nós, não sente a dor
Esta sentiu prazer para nos conceber também
Carinhosa, carregou-nos nove meses na incerteza
No ventre, tantas vezes para nos cantava
Nós aos pontapés, e ela nos punha a mesa
Mesmo no ventre já nos embalava
Sofrimento, aos puxos, era hora de vir-mos a natureza
De quem viemos, desde o primeiro grão
Nossos olhos viam as maminhas como beleza
Eram nossa vida, nossa alegria, nosso pão
Mãe, és deusa de nossa vida, em quem nos refugiamos
Não me esqueço, neste dia te quero idolatrar, com paixão
Teus peitos nos seduziam, neles nos alimentamos
Nos embalavas junto a teu coração
Mãe contigo aprendemos a falar e pedir colo
Para na aba de tuas pernas nos sentar
Hoje mãe es natureza no cemitério alem, es solo
Perto está o dia de também a ti me juntar
Mãe, hoje estou escrevendo sobre a vida e teu amor
Tantos anos passaram ainda estou a esbagoar
Partiste Mãe mas não levaste contigo minha dor.



Por: Armando C. Sousa
27/04/06