O pensamento atira tantos fios de poesia
Como o fio que sai da roca de fiar e dobar
Tanto sai, tanto enrola e enrola, dá alegria
Fibra do poeta é poesia, a musa a faz brotar.

A fonte, o espaço, o mar, é de todos os poetas
Um pensamento, é um amor doce em profecia
A mente do poeta tem metas leais e muito retas
Tem cheiro de iguarias que alegra noites e dias.

O sol acorda a alegria, vem a musa do poeta
A poesia vê borboletas, abelhas, sugar e zunir
A seu lado sente algum amor de arco e seta
Que atira a seu modo o amor, alegria vai surgir.

Prazer da música de dança, amor e pensamento
Vê estrelas dançando, brilhando no firmamento
Felicidade é grande, sem hora de chegar e parar
Comendo pipocas, beijinhos, corações abraçar.

Os lábios lambem lábios, doçura, dos dedos
Tudo que gostamos, temos desejos de lamber
Cheiros que Deus dá de prazer , retira medos
Aos anjos do amor, que deus ama, e quer ver.

Ao lado destes anjos do amor é regalo o viver
Receber ramos de carinho, sussurros baixinhos
Não mora tristeza, só molhos de vida e prazer
Em dia de sol, ver bicadas, beijos entre raminhos.

São fios de poesia que estive agora a tecer, dobar
Um, fio mesmo de poeira e sol; entrado pela fresta
O fio rebenta com a nuvem negra que vai a passar
Mas o amor puro dança sempre, alegra. Há festa.


Por: Armando C. Sousa
Canadá - 29/06/06