Este
amor que eu tenho à poesia, quem mo deu
Quem seria que mo entranhou no meu pensar…
Chama que brilha em mim como estrelas no céu
Foi idade… foi idade que veio este fogo atear
A noite chega escura como o breu, espero o dia
Tempo pode o fogo da mente e da poesia apagar
Pode retirar aos meus dias minha vida de alegria
Amor pela natureza, amor pelas crianças roubar.
Meu passado que me lembra, não
o defino bem
Apenas as tres diferenças de dor que antes vivi
A de terror, ignorância, fome, e pobreza também
A vida do sonho e amor quando do torrão parti
Mãos doridas do trabalho mas que doce sonhar
Paz serena, sentia a dor da ausência, a saudade
Cedo levantava da cama, um sorriso, a vida amar
Terras de franca onde eu sentia mais liberdade.
Amor
que senti ao saber esposa e filhos ausentes
Pensava em ciancas roubadas, do sexo escravas
O egoismo, loucura e riqueza estavam presentes
Vinganca, de pais, mentes peversas desnaturadas
Crianças é ver o mundo a florir com alegria
Crianças a crescer e ver a solidão que não
chega
E ver no futuro mais poetas, e mais bela poesia
Coração doce, beijos, que ao amor não
renega.

Por: Armando
C. Sousa
Canadá
- 31/05/06