Frio,
vou te deixar, te adorei, me deste tanto pão
Vou te deixar Canada, por duas semanas
Ver Algarve, onde nasceram minhas sereias, é u torrão
Onde as ideias da ditadura eram insanas
Onde
meus filhos gritavam de barriga vazia
Faziam-me
esbagoar. e doer o coração
Nesse
tempo, encontramos tudo em ti, terra fria
Trabalho
bem estar amizade igualdade e um porto de ilusão
Encontramos
em nossa casinha, do Norte tanto amor
Cada
rosto era uma nascente de prazer e alegria
Sorrisos
de filhos era perfume do meu suor
Esposa,
banco de amor, tremuras gritos de querer cada dia
Nosso
lar, maravilhoso canteiro, botões nasciam, lindas
flores
Chegava
a neve, arte, esculturas saiam
A
vida seguia picadelas sem dores
Meus
botões, com saber, em lindas flores se abriam
Principiei
a sentir necessidade de saber e compreender
Com
respeito e trabalho devemos preservar a mãe Natureza
As
verdades da vida quis em poesia escrever
Deixar
gravado para a posteridade
As
voltas e trabalhos em minha, e dos filhos defesa
Hoje,
sinto meu corpo friorento
Quero
pegar no sol e lua da terra onde nasci, a mesma mesa
Pisar
as areias que o Infante pisou. Sentir o vento
Seus
alunos seguiram para o descobrimento com tanta certeza
Abrir
abriram Brasil, essa beleza, com tanto sofrimento
Chegaram
ao Rio
Eu
vou para o Algarve fugir do frio.

Por:
Armando C. Sousa
Canadá -
24/03/06