Caminhos
da minha aldeia
De terra batida e calçada
Pedras soltas e arião
Onde eu dei tanta topada.
Beberam sangue de meus
pés
Fizeram-me chorar de dor
Foram-se não as volto a ver
Também não lhes tinha amor.
Calçadas da
minha aldeia
Sofri por voz tantas dores
Ia lavar minhas mágoas
Com água da fonte D'ores.
Foi tudo virado do
invés
Pedras calçadas e caminhos
Os valados e charnecas
Onde eu via tantos ninhos.
Tenho saudades da água
De O'res Pedreiro e Fontinha
Que me acalmava as dores
Matava a sede que tinha.
Na fonte de O'res lavaram
Os panos que eu mijava
Lavou tantas vezes as lagrimas
Por mim, minha mãe chorava.
Estou
contente por vós ver
Viver uma vida melhor
Para que isso acontecesse
Derramamos tanto suor.

Por:
Armando C. Sousa
29/05/2001