

Acordei manhã fria e nevoenta
No chão e nas árvores era brancura
O frio se entranha nada os aqüenta
Tantos deitados em bancos.
Esperando Natal
Mais
certo sepultura
Enrodilhados nos farrapos
Um pouco além, música a tocar
Barbas geladas mãos estendidas.
Passava a riqueza, olhos no chão
Não viam ou ouviam clamar
É este o natal dos cristãos
Quem não tem e não pode trabalhar.
Não são irmãos.
Trombetas
tocam, para os soldados se irem vacinar
Mais além se ouve o ribombar de canhões
Quem não tem, o capitalismo quer matar
Nesta desavença total entre nações.
Vê-se
o ódio no olhar feio e sombrio
Prometendo usar a intifada, morrer para matar
Outros onde o dinheiro não diz nada
Estão com o dedo no gatilho nuclear.
São
os deuses que criam semelhante situação
O verdadeiro será para todos igual
Que entre já em nossos corações
Para que toda humanidade tenha bom Natal!
Por:
Armando C. Sousa