
Do Cais solitário
suspende a pequena embarcação
Sobre a pedra observo a sua partida
Meu olhar cansado segue seu curso
Partiu levando Sonhos e a saudade do cais
Soberba em busca do mar.
Na
barra o sol vem ao seu encontro
E as sombras de suas velas brancas
Debruça-se nas ondas mansas
As velas sopradas pelos ventos da saudade
Deixam para traz meu peito inflado de solidão.
Altaneira
corta as águas plácidas
A brisa adoça o ar salino da manhã.
Sopra as velas, levando o barco saudoso do mar
Deixando para traz as lembranças
Invoco a brisa salina, que sopre a solidão e a melancolia do cais.
No
cais solitário onde bate o frio da madrugada
As ondas mansas batem nas pedras
Trazendo as lembranças do mar
Uma angustia infinita invade a alma
A brisa sopra envolvendo-me na fimbria da mente
Numa efêmera paixão que fugaz renega-me ao ostracismo da
solidão.
Autor: Gilson Cassiano
de Góes
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