Negar
a minha existência
talvez não
seja a melhor forma
de dizer para o mundo
que não estou
satisfeita com ele.
Gritar ou grunir pode
ser que ajude a desabafar,
mas a
sabedoria e a inspiração
em dialogar com meu
eu faz
dos tremores a calmaria.
Um suspiro profundo
quase uterino remonta
ao passado e com
os elos umbilicais
procuro flutuar em
meio a tanto devaneio.
Será
que ninguém
me entenderá?!
Se me calo consinto,
se ajo ressinto, se
corro caio, se paro
morro, como então
fazer para que as
pessoas me entendam?!
Qual o melhor oi,
ou o perfeito bom
dia?!
As pessoas já
não conversam
mais e nem se olham
nos olhos... são
meras caçadoras
de alimento e roupa
em pleno deserto de
amor!
Por
que estou aqui?! Para
que vim?!
Será que preciso
mostrar que o mundo
só será
perfeito
dentro de mim e de
cada um de nós?!
Como fazer isso?!
Cada segundo que passa
fico atordoada pelo
eco de minha mente.
O brilho dos meus
olhos desnorteiam
as pessoas frias
que passam por mim
e só!
E só assim
percebi que não
devo negar minha existência,
tenho um dever...
viver e viver!
Para isso ruge a força
de minha mente e meu
coração.
É devido a
hora de dizer em bom
tom e com suave clamor
que sou eu quem dirige
minha vida e quem
segue em frente
carregada nos braços
de Cristo.
Por
isso não me
nego ao mundo e sim
deixo que todos me
vejam e percebam passo
a passo que os caminhos
são
tortuosos mas a alma
é grande e
pura para ultrapassar...
as pedras que encontrarmos.

Autora:
Andréa
Kochhann