É o que? Um mito, uma fada, uma máquina, um ser sobrenatural, vida, morte, tristeza, amor, paixão, desprezo, dedicação, carinho, afeto, ódio, ou alegria? Milhões de perguntas, e a resposta é a mesma.

Mulher é tudo!

Neste momento para mim, é o desejo! Minhas entranhas se comovem, suplicam, pedem, e precisam! E na ânsia contundente, na sede incessante, ela é o desejo.

Amo?... Como se amor não tenho?

Se amor é mulher, e estou sozinho?

Desprezo? Não porque não ha mulher!

Paixão?

Como um encanto, numa magia desastrosa sumiu...

Desprezo? Não sei o que é isso, jubilando se tivesse um afeto.

Dedicando se recebesse um carinho... Entristecendo, se não tivesse você... Mulher é o encaixe perfeito da peça desajustada... É a gruta que embebeda o ébrio no seu amor... É o conseqüente dominante, que agora receberia deliciosamente um pedacinho de meu ser... Desta bomba seria o estopim, que a faria explodir, jorrando como uma cachoeira.

Um lago ardente e preso em busca de uma correnteza...

Por lábios de desejos sugando-os, percorrendo o canal quente e leitoso, desaguasse no seio ventral. Este desejo quase incontido. Onde a natureza trabalha, crucificando de modo cruel, o baixo ventre do homem, que busca amparo no corpo desejado, clamando em delírios por socorro!

Socorro que não aparece!

Mulher onde te encontra escondida! No meio de tantas mulheres havidas! Multidão rodeando de saias, e pregas. Seios variados, e corpos reluzentes... Não só tu, minha paixão inexistente... Ou, meu anseio perdido, realizar-se-ia este sonho... Somente o teu corpo, me sacia.

Porque sem amor não se encaixa...

Sem paixão não se ajusta...

E a água que apaga este fogo, encontra-se na caixa trancada do seu peito insensível, e frio... Em forma de pedra de ferro, e não na liquides que juntam nossas águas. Formando um oceano calmo, abatendo a tempestade, e ventos fortes!

Quebrantados nos desejos satisfeitos, e amortecidos na pureza tranqüila, dos seres que se entregaram... Só restando agora o beijo apaixonante e longo, antes do sono feliz...

Nesta câmara de amor saciado!

Sincero... o Único

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