Já
dei ao homem
esperança...
Alimentei
os animais
em transumância
Minhas paisagens
fazem sonhar
Nos meus
parques
podem esquiar
Eu sou um
encanto
do mundo
rural
Aqui no
meu amado
Portugal
A água
limpa da
Serra da
Estrela
Entre muitas
é
a mais bela
Por natureza
eu sou imponente
Tanto na
neve ou
no sol quente
Sou apreciada
por tanta
gente
Até
de paises
diferentes...
Poetas sobre
mim escreveram
Minhas paisagens
muitos já
conheceram
Aqui está
o meu Parque
Nacional
O mais belo
de Portugal
A origem
do meu nome
é
dúbia
Mas que
sou linda
ninguém
tem dúvida
Vindo a
Portugal
não
deixe de
me visitar
Pois minha
estrela
em ti vai
brilhar
Mas das
minhas belezas
paro de
falar
E passarei
a reclamar...
Ao homem
quero implorar
“Pare de
mim incendiar”
Mais um
incêndio
de grande
proporção
Veio lavrar
a minha
região
Porque o
homem predador
Causa a
natureza
tanta dor?
Será
porque sofro
tanto?
Preferem
quebrar
meu encanto
Quer fazer
de mim um
espanto
Porém
eu continuo
resistindo
por enquanto
Vieram helicópteros
e aviões
Viaturas
e caminhões
Vi a chegada
dos bombeiros
Num grande
desespero
Tentando
controlar
as chamas
Neste Parque
que tanto
te ama
Há
choro no
Município
de Seia
Lamentação
no Município
de Gouveia
Por ver
queimando
seu Parque
Natural
O fogo não
respeita
nem o animal
Estou parecendo
uma mulher
feia
Com a cara
de uma centopéia
Eu que já
fui muito
bonita
Recebi muitas
visitas
Meu “pico”
que no Inverno
fica todo
nevado
Agora com
vestido
negro está
acobertado
A Agricultura
sustento
da população
Agora vira
cinza num
montão
E as Aldeias
eternas
escaparam
por um triz
Do potente
fogo com
seus ardis
A poesia
poderá
ter te cansado
Mas, um
recado quero
deixar aqui
gravado...
À
União
Européia
não
peço
luxo e nem
festa
Mas que
crie um
fundo de
apoio à
floresta

Autor:
Valeriano
Luiz da
Silva
Anápolis
Goias-BR,
24/07/05