Olho o telefone sem vida, sem alma
E ao sono profundo, em silêncio dormita
No sonho, viaja, e aos gritos conclama
Nada eu ouço, o silêncio me irrita.

Vontade tocar em suas teclas, acordar
Levar o recado do bem humorado
Mas deixa no sono, sua vida levar
Quietinho e mudo, enquanto acordado.

Sorrio contente, com a amada querida
Que navega feliz, calma e trigueira
Com a nau borbulhante, do vinho da vida
Esquece o passado, no olho a cegueira.

Compartilho seus atos minha alma alardeia
Participo também desta gota de vinho
A felicidade me invade e a minha alma pranteia
O pranto feliz, e assim sigo o caminho.

Não olho para trás, o horizonte deslumbra
Num porto, ou no cais, com festa, e sem ai
A mulher feliz, em abraços circunda
A que fica, fica... Ouvindo meu by.

Autor: sincero... o Único